Situado em Mora, junto ao Parque Ecológico do Gameiro, e inaugurado em 21 de Março de 2007, o Fluviário de Mora compreende 2.300 metros quadrados, nas margens da Ribeira do Raia, e constitui uma espécie de “Oceanário de água doce”.
Constituído por um conjunto de aquários e diversos espaços envolventes, o Fluviário permite, através de uma exposição de habitats naturais, aquáticos e terrestres, num percurso entre a nascente e a foz de um rio, observar as diferentes espécies animais e vegetais que vivem nestes meios. Neste percurso estão distribuídos 500 exemplares de 72 espécies de peixes e de outros animais, sendo a primeira estrutura do género na Europa e a terceira em todo o mundo.
Aspecto de alguma flora ribeirinha.
Uma Anaconda-amarela (Eunectes notaeus), também conhecida por Sucuri, na região amazónica de onde é oriunda, tinha na época, em 2007, um pouco mais de um metro, mas hoje atinge cerca de quatro metros de comprimento e pesa cerca de 25kg.


Espécie nativa da América do Sul, bacias hidrográficas dos rios Amazonas, Paraguai-Paraná, Essequibo e Uruguai. Também presente em rios costeiros do Nordeste do Brasil. Esta espécie pelágica que ocorre em rios, riachos, lagos, lagoas, apresenta preferência por zonas com vegetação densa, como matas de igapós. A piranha-vermelha é uma espécie predadora, em que os adultos se alimentam preferencialmente ao entardecer ou ao amanhecer de peixes, crustáceos, insectos, vermes, e de alguma matéria vegetal. Podem ser primariamente necrófagos, no meio natural. A piranha-vermelha é ovípara com fecundação externa, e a época de reprodução ocorre durante a estação das chuvas. O macho escava um ninho no substrato, numa zona com vegetação, onde a fêmea depositará os ovos. Estes são protegidos pelo macho, ainda mais territorial e agressivo. Pode atingir um comprimento de cerca de 50 cm.
Mora, Agosto de 2017.