quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Pelas ruas da Lourinhã

Olhares pelas ruas da Lourinhã, uma vila situada a cerca de 80 Km a norte de Lisboa e que merece uma visita. Esta terra é conhecida pelos vestígios e fósseis encontrados  de dinossauros.


Igreja da Misericórdia de estilo maneirista, barroca e rocaille.

Porta do edifício sede da Santa Casa da Misericórdia da Lourinhã, fundada por alvará de Filipe II, datado de 23 de Julho de 1586.
Fonte de Santo André com tanque de água que servia para dar de beber aos animais.


Complexo desportivo e Estádio Municipal da Lourinhã.

Um belo grafite.


Monumento aos Combatentes do Ultramar.


Uma pausa na caminhada pela Lourinhã para beber um café e comer um pastel de feijão especialidade da terra.

Edifício do Tribunal da Lourinhã.
Edifício da Câmara Municipal de linhas modernas.
Lourinhã, Agosto de 2017.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Igreja Santa Maria do Castelo - Lourinhã

A Igreja de Santa Maria do Castelo (ou Igreja do Castelo ou ainda Antiga Igreja Matriz da Lourinhã) foi construída no Século XIV, no estilo gótico.
A Igreja foi classificada Monumento Nacional no dia de 29 de Junho de 1922.

A Igreja de Santa Maria do Castelo encontra-se num local onde os árabes haviam construído um castelo. É um verdadeiro templo gótico, dos meados do século XIV. A sua construção realizou-se em duas fases, a primeira foi atribuída a D. Jordan (primeiro donatário da Lourinhã) e a segunda a D. Lourenço Vicente (arcebispo de Braga, natural da Lourinhã e seu donatário).
Idalisa à entrada da Igreja.

Uma bela imagem de São José com o Menino.
A planta é constituída por uma nave central, duas laterais e uma abside poligonal.
A nave central é a mais alta e a mais larga, está separada das laterais por oito arcos ogivais de grande elegância, apoiados por colunas monolíticas com três metros de altura, rematadas por maravilhosos capitéis embelezados e motivos vegetalistas, todos eles diferentes.
A pia baptismal, de forma poligonal, contém gravadas nas suas faces duas cruzes em círculo e uma estrela de cinco pontas.
Em cima da porta principal encontra-se uma rosácea e um óculo na parede onde se abre o arco triunfal.


Lourinhã, Agosto de 2017.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Lourinhã Igreja do Convento de Santo António

À chegada à Lourinhã, a vila dos dinossauros situada a cerca de 80 Km a norte de Lisboa, Idalisa ficou encantada com estas belas flores amarelas num jardim municipal muito bem cuidado.
 Idalisa junto à estátua do Papa João XXIII.
A Igreja do Convento de Santo António da Lourinhã situado na parte baixa da vila, o ex-convento de frades recoletos, da ordem franciscana, é um edifício começado a construir em 1601, em estilo clássico.
O convento era inicialmente constituído por uma pequena igreja, e em 17 de Novembro de 1601, iniciaram-se obras de ampliação que se prolongaram por vários anos, devido à grandeza e volume do edifício e às dificuldades monetárias dos frades.

É classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Altares colaterais em talha dourada e gosto neoclássico.
Ao fundo da nave, no lado da epístola, a pequena capela mandada erigir em 1714, conforme consta numa cartela, pelo Padre João Nunes Franco, Beneficiado da Matriz, para seu jazigo. O retábulo do altar e em mármore florentino e a revestir o altar e as paredes dois painéis de azulejos com cenas de milagres de Santo António, do ciclo dos mestres e atribuídos ao mestre que costumava deixar apenas as iniciais P.M.P..

 No lado do Evangelho, abre-se em arco renascentista o túmulo de D. Brás Henriques, mandado construir pela sua viúva, D. Brites Brandoa e sob risco do arquitecto régio Pedro Nunes Tinoco.
Um pequeno claustro, de dois pisos, com colunas que sustentam capitéis da ordem toscana. O claustro inferior possuía um lambril de azulejos dos primeiros anos do Século XVIII.

Lourinhã, Agosto de 2017

domingo, 6 de agosto de 2017

Envia-me Cartas - Exposição de fotografia

Exposição de fotografia de Raul Reis "Envia-me Cartas" na Casa da Cultura em Setúbal até ao próximo dia 05 de Setembro.
 Idalisa recolhendo um dos muitos postais, com caixas de correio e atrás uma carta, que estão à disposição dos visitantes.
O projecto “ENVIA-ME CARTAS” fala da solidão e da união. Fala do passado e do futuro. Das vidas que acontecem atrás das portas da rua e da única entrada aberta ao mundo: a caixa do correio. Trata-se de um registo fotográfico onde se guarda a beleza de cada porta de casa em que se descobrem pequenas portas metálicas com a inscrição “CARTAS”: seis letras que são muito mais que uma instrução para quem distribui as palavras pelas cidades, vilas e lugares de Portugal.

Quando era miúdo entretinha-me a abrir estas "palas" de metal das caixas de correio e a espreitar lá para dentro, além de não resistir a tocar ás campainhas.
O projecto “ENVIA-ME CARTAS” é um registo fotográfico da beleza encontrada nas portas de entrada que ainda exibem caixas de correio com a palavra “CARTAS” remetendo-nos para reminiscências de outro tempo. De um tempo em que se punham no papel os sentimentos. Um tempo em que cada palavra tinha um peso próprio e em que a Carta tinha importância só por existir. Tinha nomes que se ligavam e que faziam da Carta um instrumento de comunicação único e personalizado. Sem legenda, estas pequenas portas eram apenas tampas de metal. Com legenda, são o convite à entrada de poetas.

O convite à entrada do amor, da tristeza, das saudades, da alegria e da ironia.

Hoje escreve-se pouco, e são já raras as cartas com juras de amor eterno,
mas as caixas de correio continuam lá, à espera que lhes mantenham o significado.
Texto: www.enviamecartas.com

Sobre o Autor
Raul Reis, 43 anos, fundador e director criativo da agência de design e publicidade BeNext. É licenciado em Design Gráfico pelo IADE desde 1998. A sua carreira profissional passou nos primeiros anos pelo design de comunicação e pela ilustração até chegar à publicidade onde foi, durante vários anos, Director de Arte com trabalho desenvolvido para clientes nacionais e internacionais. A vontade de criar uma agência multidisciplinar, feita à sua medida, materializou-se em 2003 com a fundação da BeNext. Os 14 anos de trabalho realizado em Portugal e no estrangeiro, já lhe valeram - quer a titulo pessoal, quer com a agência - vários destaques e prémios de criatividade. A par da direcção criativa da agência, ocupa parte do pouco tempo que lhe sobra a explorar projectos pessoais de fotografa e ilustração.





Setúbal, 06 de Agosto de 2017
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