quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra - 5

Criptopórtico - um pedaço da Coimbra romana

O roteiro do Museu Nacional Machado de Castro recomenda que a visita seja iniciada pelo Criptopórtico, mas nós fizemos precisamente ao contrário e terminamos a visita ao museu nesta estrutura que serviu de alicerce ao Fórum Romano de Aeminium e, posteriormente, ao Paço Arquiepiscopal de Coimbra, construído no mesmo local sobre as ruínas romanas.

O Criptopórtico foi descoberto em escavações arqueológicas no subsolo do museu e está muito bem conservado. Quando se desce os degraus que dão acesso a ele é como se mergulhasse no passado, uma viagem no tempo.

Na antiga arquitectura romana, um criptopórtico é uma galeria abobadada subterrânea ou semi-subterrânea. Os arcos de um criptopórtico serviam para sustentar estruturas localizadas na superfície, como um forum ou uma villa, muitas vezes compensando um declive no terreno.

Idalisa numa das galerias romanas. 

As galerias são um pouco labirinticas. 

Também encontrada no criptopórtico, esta representação de Trajano, coroado de louros, é um retrato feito em vida do imperador.

Este retrato é esculpido em mármore de Estremoz – Vila Viçosa.


Cabeça feminina encontrada no criptopórtico e executada por um artista provincial. O véu, o penteado e os traços gerais do rosto aproximam-na dos retratos de Lívia, integrados no ‘tipo Salus’, embora não se possa afirmar com exatidão que a retratada seja esta imperatriz, mulher de Augusto.

Este retrato de Agripina, certamente proveniente da basílica, foi encontrado nos entulhos do criptopórtico. Fazia parte de um programa político de renovação urbanística de Aeminium e exaltação da família imperial. A sua atribuição aos anos 40 d.C. concorda com a datação claudiana proposta para a construção do forum.

Agripina, a Antiga, sogra do imperador Cláudio e avó de Nero, surge aqui representada por um artista provincial, copiando um modelo itálico, do chamado ‘tipo Capitólio-Veneza’.


A entrada do museu ainda conserva o pórtico do antigo Paço Arquiepiscopal.

Coimbra, Agosto de 2020

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra - 4

Idalisa ao pé deste magnifico retábulo de Nossa Senhora da Conceição cujo autor desta obra se desconhece, apesar de manifestar afinidades com a arte dos entalhadores castelhanos largamente difundida, em Portugal, no século XVII.

A Pietà da autoria de Frei Cipriano da Cruz é uma das maiores realizações da escultura portuguesa de seiscentos.

O Arcanjo S. Miguel, o victoriosus, imponente e elegante, surge com os atributos que o caracterizam, testemunhando a sua vitória sobre satanás – triunfo do Bem sobre o Mal, Uma peça do século XVII

Santo Anselmo aqui representado numa obra de Frei Cipriano da Cruz, um dos escultores portugueses mais importantes do século XVII.

Cena do Calvário. 


O museu tem um acervo de grande qualidade e beleza de esculturas de santos a sua maioria em tamanho "natural".




 Coimbra, Agosto de 2020

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra - 3

Esta colecção compreende produtos cerâmicos de uso doméstico, ilustrando numerosos fabricos, de procedências várias, desde o séc. XV ao séc. XX e com algumas peças muito originais.


Peças inspirada nos tobby-jugs, as garrafas antropomórficas, característica da produção coimbrã, é um excelente documento etnográfico e social, a partir da última década do séc. XVIII. Pertenceu à colecção de Teixeira de Carvalho.


Nós ao pé desta bela tapeçaria do século XVI a Vénus e Marte surpreendidos por Vulcano (que está mesmo por trás de mim) produzida numa oficina de Bruxelas, conta uma história baseada num mito da Antiguidade Clássica e adaptada por Ovídio na sua obra “Metamorfoses”.

Um belo biombo oriental da dinastia Qing. Produzido por uma oficina chinesa, é constituído por seis folhas de madeira revestidas de laca, pintadas a óleo e articuladas por dobradiças, filiando-se em exemplares que integram a denominada arte chinesa de exportação, concebida entre os finais do séc. XVII e o séc. XIX, a maioria para o mercado europeu.

Exemplar excepcional da arte barroca do ciclo joanino, a Custódia do Sacramento – também denominada anjo-custódia – assume a forma de um anjo-atlante, figura que aparece, por vezes, integrada na parte inferior de algumas estruturas retabulares em talha dourada. Neste caso, o anjo-atlante aparece isento e não se apresenta como um pilar que sustenta o globo terrestre, segurando antes um sol radioso.

O Museu Nacional de Machado de Castro, em seu site oficial, refere-se à Última Ceia de Filipe Hodart como uma das mais impressionantes obras de escultura do Renascimento europeu. “Hodart retratou figuras populares, identificadas na época com personagens conhecidas no quotidiano do Mosteiro de Sta Cruz, para o qual a obra foi executada. Eram mendigos ou trabalhadores das obras que aí decorriam.”

“As figuras estão dotadas de um realismo e uma violência de expressões surpreendentes: barbas encrespadas, boca entreaberta, dentes à mostra, troncos delgados, pés grandes e um pouco desproporcionados, roupagens agitadas, com um sopro de paixão e dramatismo. Todo o conjunto explode de vivacidade, revelando uma das personalidades mais impetuosas do renascimento português.”



Coimbra, Agosto de 2020

 

sábado, 19 de setembro de 2020

Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra - 2

Cavaleiro Medieval escultura em pedra do Século XIV de Mestre Pero. 

Idalisa ao pé deste Cristo negro datado do Século XIV de autor desconhecido. 



Capela do Tesoureiro de 1558.

Produzida na primeira fase da obra do escultor normando João de Ruão, esta composição é considerada uma das suas obras-primas. Apresenta S. João e as santas mulheres, trajando à moda do séc. XVI, em movimentos comedidos, apenas adivinhados por ligeira torção dos corpos. A representação dos panejamentos e a delicadeza dos pormenores impressionam pela correcção.

O Cristo no Túmulo, proveniente do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, destaca-se pela qualidade de execução e pela harmonia da composição, datado do século XIV - XV.

Martírio de S. Bartolomeu do séc. XVI de João de Ruão.

Magnífico esta predela da Paixão de Cristo de João de Ruão de 1553. 

Retábulo flamengo, com marca de uma das melhores oficinas de Antuérpia, é constituído por uma estrutura rectangular dentro da qual as figuras isoladas ou acopladas a elementos arquitectónicos, se encaixam umas nas outras, representando a adoração dos pastores ao Menino Jesus, num cenário urbano.

Duas belas peças em madeira. 

Tríptico de Santa Clara datado de 1486.


Idalisa ao pé do tríptico da Aparição de Cristo à Virgem datado de 1531.

Coimbra, Agosto de 2020


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra - 1


O Museu Nacional de Machado de Castro é um dos mais importantes museus de Portugal. Foi assim denominado em homenagem ao destacado escultor conimbricense Machado de Castro. O seu espólio inclui importantes núcleos de escultura, pintura e Artes decorativas. Ocupa as antigas instalações do Paço Episcopal de Coimbra e um amplo edifício novo, inaugurado em 2012. Localiza-se no Largo Dr. José Rodrigues, freguesia da Sé Nova, Coimbra.


Um pátio quinhentista magnifico e com uma vista fabulosa sobre a cidade de Coimbra.



Este pátio dá acesso à entrada do museu  e ao agradável café panorâmico.





Idalisa a espreitar no que resta das arcadas de um claustro do Século XIII, que pertencia à vizinha igreja de São João da Almedina.

Coimbra, Agosto de 2020

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...